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  • Lupa Feminina
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    Lupa Feminina

    Priscila Vilela, estudante de design de moda, curiosa, inquieta, colorida e apaixonada por esse mundo encantador que é a moda! Doceira amadora e adoro fazer uma boa bagunça na cozinha, no mais equilibro o lado doce e fashion da vida!

Fashionteca: Moda e a sobrevivência social

Desde a pré história, as roupas estão a serviço do homem. O seu papel originário, segundo Nery (2009), era apenas de abrigo e proteção. Foram os homens das cavernas que inventaram o primeiro conceito de indumentária – vestindo pele de animais, ou em muitas vezes a própria carcaça do animal morto, eles tentavam sobreviver ao frio rigoroso daquela época da história. Dessa forma, não é errado dizer que a roupa nasceu antes mesmo da moda, pois esta veio de uma necessidade real.

Passado tanto tempo desde esse primeiro ato, e acompanhando a evolução das vestes, nós temos uma ressignificação das vestes, se antes elas serviam para suprir carências, hoje elas estão engajadas em individualizar a pessoa. Logo, a forma como nos vestimos na atualidade diz muito sobre nossa vivência em sociedade, singularizando o indivíduo e o inserindo em um meio totalmente plural.

A moda é esse dispositivo social que agrega inúmero valores que vão desde o bem-estar até no que diz respeito ao conceito ergonômico. Entretanto, se compararmos a sua história desde o começo, veremos que ela continua sendo uma ferramenta de sobrevivência, totalmente reconfigurada para a atualidade – se antes a tentativa era manter-se vivo diante das adversidades climáticas, hoje a manutenção da vivência está no âmbito do círculo social. A roupa, portanto, tem a capacidade de manter a pessoa viva para uma realidade psicológico-social, inserida no contexto capistalista.

Mais do que efemeridades, e mesmo refém do consumo exacerbado e dos fins de consumo, a moda concede voz ao corpo e, faz dele uma ferramenta de expressão e imposição no meio social. Estar aquém dessa realidade é o mesmo que não comungar dos direitos de expressão.

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